Cerveja é uma bebida sem frescura
e combina perfeitamente com uma mesa de bar. Mas, de uns anos para cá, ela se
sofisticou e mudou de status. As opções passaram da monotonia total – cerveja
clara ou escura – para uma variedade de estilos e sabores quase tão grande
quanto a do vinho. É impossível não gostar de uma (para quem não curte o gosto
amargo, a boa notícia: já existem marcas adocicadas e aromáticas). Nesta nova
temporada, o grande barato é servi-la com refeições caprichadas sem perder o
refinamento ou estragar o paladar. Sim, você pode harmonizar cerveja com
entradas, pratos principais e sobremesas. Aqui, mostramos parcerias infalíveis.
Glossário
da loira
As cervejas são divididas em duas
grandes famílias: lager e ale. Conheça os principais estilos de cada uma:
Lager
São as cervejas de baixa
fermentação. Elas são feitas com um levedo que age sob baixas temperaturas e na
parte inferior do tanque de fermentação. Em geral, têm sabores e cheiros que
lembram malte (cereais, pão tostado) e lúpulo (amargor, aromas florais). A
maior parte dos estilos alemães e checos se encaixa nessa família.
Pilsen
O carro-chefe das cervejas lager
foi inventado em 1842 na cidade checa de Pilsen. Antes dele, nenhuma cerveja
era transparente, tão clara e leve no paladar. Essas características, aliadas à
invenção da geladeira, permitiram que a bebida conquistasse o mundo.
Bock
Produzida na Alemanha, ela é
avermelhada, bastante maltada e com teor alcoólico alto. Diz a lenda que os
alemães brincavam que essa cerveja era tão forte quanto um coice de bode
(bock).
Ale
O levedo com que é produzida age
em temperaturas mais elevadas e na superfície do líquido – por isso, elas
também são chamadas cervejas de alta fermentação. Esse processo químico cria
bebidas com aroma de frutas e especiarias, bem mais perfumadas que a lager. São
ale os estilos típicos da Bélgica e da Inglaterra, além das cervejas de trigo
feitas na Alemanha.
Weissbier
Cerveja branca em alemão, ela
leva maltes de trigo e de cevada na receita. A característica do estilo são os
aromas de banana e de cravo, apesar de a bebida não conter uma coisa nem outra.
A do tipo hefeweizen é clara como a pilsen, mas se torna turva devido ao
fermento em suspensão.
Barley
Wine
É uma ale de origem inglesa, bem
maltada e bastante alcoólica. Licorosa e sem gás, vai bem com sobremesas e pode
ser armazenada por muitos anos.
India
Pale Ale
A IPA é uma cerveja carregada no
álcool e no amargor. Isso porque o estilo foi inventado para atender às
necessidades dos colonos ingleses da Índia, que precisavam de muito lúpulo e
malte para aguentar a viagem de navio.
Amber
Ale Red Ale
Nome genérico dado às ale de
coloração âmbar ou vermelha, geralmente britânica ou americana. O sabor
predominante costuma ser o de malte tostado, e o amargor varia de cerveja para
cerveja.
Stout
Típica da Inglaterra e da
Irlanda, é preta como asfalto. Existem opções doces, secas e até feitas com
aveia. As mais alcoólicas recebem a classificação imperial stout. Grossa e
encorpada, levou a fama de ser um fortificante para trabalhadores braçais e
lactantes.
Strong
Ale
Estilo genérico que define todas
as ales belgas mais fortes. A cor varia muito. As mais claras, chamadas de
strong golden ale, têm aromas complexos de frutas e especiarias.
Dubbel
As cervejas desse estilo belga
são um parque de diversões para os sentidos. O sabor do malte lembra chocolate
e caramelo. Dá também para perceber aromas de ameixa seca, cereja e banana.
Como
combinar cerveja e comida
A bebida e o prato não podem
brigar nem roubar a cena um do outro. Receitas delicadas devem ser acompanhadas
por cervejas de sabor igualmente sutil. Preparações mais fortes pedem uma
cerveja cheia de personalidade.
Pense em cervejas claras e leves
como vinho branco – elas geralmente vão bem com peixes – e em cervejas escuras
e robustas como vinho tinto, combinando com carnes marcantes. De forma geral,
doce combina com doce, ácido combina com ácido. E, quanto maior o amargor da
cerveja, mais potência aromática precisa ter a comida para não ser ofuscada.
Todas essas regras têm exceções. Quebre-as sem cerimônia. Experimente à vontade
e crie suas harmonizações.
De
onde vem o sabor da cerveja
Malte: é a cevada germinada e depois
seca – processo que deixa o grão doce (a fermentação do açúcar é o que produz o
álcool). Pode ou não ser torrado. Maltes claros têm notas de pão ou nozes; os
escuros, de tostado, café e chocolate.
Lúpulo: botão de flor que atua como
conservante, é o responsável pelo amargor da cerveja e também por aromas
herbais e florais.
Fermento: os fermentos lager têm pouca
influência no sabor; já os ale emprestam à bebida aromas complexos de frutas e
especiarias.
Conteúdo: Claudia

Nenhum comentário:
Postar um comentário